Julia Vidal

Etnias Culturais

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Jornal A Tarde – Salvador – Bahia


Espelho – Canal Brasil


Encontro com a autora Julia Vidal na Biblioteca Parque


Semana Design Rio

A Laje Ateliê dj mam Julia Vidal apresenta a sua programação especial naSemana Design Rio. Dia 07 de Novembro * Lançamento do livro e da linha de moda "Quintal Étnico", moda e design brasileiro para colorir * Festa Sotaque Carregado Carioca com dj mam: Mixando sotaques brasileiros com batidas globais * Feijoada com bar de caipirinhas e vista para a Baía de GuanabaraValor: 20,00 (antecipado através de depósito bancário Banco Itaú, Ag 8475 / Cc:15445-9 / CPF: 180779668-02 / Marco Aurélio Camarda Marinho) ou 30,00 no local - Ingresso inclui um feijoada de cortesiaDias 5 e 6 de Novembro começa a exposição: "Étnico .: O design utilitário começa aqui" Curadoria: Julia Vidal, com peças de países africanos e de etnias indígenas brasileiras - Trilha Sonora: dj mam * Bar no local com vista para a Baía de GuanabaraReserve a data!!Como chegar: http://www.juliavidal.com.br/old/loja/onde-comprar/De Carro: Chegar pela R. Acre, subir a 1ª rua a direita, Rua Major Daemon, até a praça principal. Ideal estacionar na praça e vir andando, seguindo o muro da Fortaleza, pegando a primeira rua esquerda, uma rua estreita e que parece terminar, mas segue logo depois da curva - Rua Jogo da Bola! À pé: Subir as escadarias na esquina da Acre, em frente a Rio Branco (Mc Donalds). Você irá encontrra um lindo cenário lá encima…siga esta rua, João Homem, até o final e pegue a primeira a direita, uma rua estreita e que parece terminar, mas segue logo depois da curva - Rua Jogo da Bola! Para ir acompanhando nossas novidades: https://www.facebook.com/events/1100994446612012/ Confirme sua presença na lista de convidados, por e-mail, telefone, ou em nossas redes: facebook e instagram.  


Futebol arte, ginga e moda afro-brasileira!

"Que seria da bola de futebol sem um menino bem brasileiro na vida dela? ..Ambos gostam de brincar...toda bola adora ser brinquedo, ...aqui no Brasil porém, a história é diferente. Aqui a bola é parceira, que ajuda o menino a fazer suas mágicas. O inglês inventou o futebol. O brasileiro inventou o futebol de delícias..." Armando Nogueira

Você sabe como o futebol brasileiro passou a ser miscigenado? O futebol veio para o Brasil da Inglaterra, à bordo do navio que trouxe o inglês Miller e sua bagagem com: um livro de regras do Football Association, duas camisas de times ingleses, duas bolas, uma chuteira e uma bomba para encher as bolas. Aqui Miller encontrou o negro africano escravizado, os europeus colonizadores, índios e brasileiros miscigenados. No início o futebol era aristocrata, esporte de elite. Mas foi em 1923, com a entrada dos negros/mestiços no time Vasco da Gama, formado por sua maioria de negros, que o futebol mudou. O time escalou jogadores por suas habilidades e não por seus cargos ou status sociais. Foi formado por brancos sem status e negros. E o resultado foi a conquista do titulo pelo time. Após este acontecimento as massas excluídas receberam os heróis do antigo esporte aristocrata em grande festa e foi assim que o esporte se tornou um esporte popular que uniu brancos e negros, ricos e pobres. “Mas o que não conseguiu a capoeira nacional... conseguiu o futebol! Iria ser com o passar dos anos, não apenas um divertimento ou uma higiene. Iria ser coisa mais importante. Iria ser um denominador comum di povo brasileiro, sem distinção de classes e condições sociais. Iria ser o elo mais forte entre burgueses e proletários, entre o morro e a praia, entre cultos e analfabetos, entre nortistas e sulistas, entre pobres e ricos, entre moços e velhos.” Alceu Amoroso Lima E o que isso tem a ver com a moda afro-brasileira? Você já parou para pensar como a nossa forma de andar, de dançar, de se expressar modificou com a chegada dos negros africanos no Brasil? Como esta forma de andar, falar, sorrir é gingada? Como a ginga da capoeira modificou o futebol apolíneo herdado pelos ingleses?   Esta estampa apresenta os passes e passos dos jogadores de futebol e os capoeiristas. Para mim, elas se complementam, se encaixam, se modificam, se transformam em futebol-arte.  Esta história continua viva! Em comunidades a ginga afro-brasileira toma conta dos morros da cidade evidenciada na malemolência dos empinadores de pipa. E a história não pára por aí, a expressão corporal estética de nossos jovens, é reinventada nas batalhas do passinho, onde os dançarinos unem capoeira, frevo, ginga em passos e moda únicas. Inspirada neste cenário, que estrapola regiões geográficas e faz parte da forma de se expressar brasileira, criei estampas e ilustrações um estudo gráfico do movimento corporal destes esportes que se complementam e compõem a alma brasileira, e busca evidenciar a influência da miscigenação no esporte brasileiro. Esta é a coleção “Solte sua ginga” que traz a pipa e a ginga estampada em camisetas e vestidos Julia Vidal!


Abadás, túnicas e caftans, do Oriente para o Ocidente.

Adooooro uma moda que faz você ficar LINDA e À VONTADE! Nunca acreditei na moda desconfortável, que você precisa ficar no estica e puxa, para parecer linda. Acho essencial o conforto aliado à beleza. E vamos combinar que vestir uma túnica, caftan ou abadá, faz você ficar ainda mais linda, elegante e extremamente confortável! Não é?

Esta peça chave do guarda roupas pode ser longo ou curto.  Os modelos mais curtos, eu chamo de abadás. Para mim estas peças amplas e cheias de bossa, vestem muito bem todas as idades e todos os tipos de corpo. São peças versáteis para seu guarda roupas e podem ser usados como blusa ou vestido curto. Olha alguma de minhas criações lançadas em diferentes coleções: E este modelo tem muita história... Você sabia que ele nos acompanha desde a Idade Media? Está lembrada das túnicas gregas? Ilustração de Lisistrada Em várias culturas e etnias este modelo é tradicional. O Caftan ou Kaftan é um tipo de vestimenta secular usado pelos otomanos, persas, russos, marroquinos, assim como por alguns povos asiáticos e africanos. E não é porque seja um traje secular que esteja parado no tempo, olha que luxo os modelos da marroquina Zahia El Jaouhari, desfilados em Berlim! Aqui no Brasil este modelo chegou forte nos anos 70, com os protestos contra a Guerra do Vietnã, a referência se torna o oriente e muitos caftans e túnicas começam a desfilar pelas ruas no Brasil. A influência étnica chegou super forte! E não foi que esta influência deixou sua marca até no carnaval? Me lembro muito bem quando as mortalhas, longas túnicas com abertura apenas no pescoço e braços, passaram a ser obrigatórias nos desfiles dos blocos com corda em Salvador – BA. Para dar uma bossa e acinturá-las, os foliões as amarravam na cintura, assim como na ilustração das túnica gregas. Até hoje, blocos tradicionais como o Afoxé Filhos de Gandhi desfilam com túnicas longas no carnaval. (olha o modelo com minha estampa exclusiva para o bloco no carnaval 2009). Mas, há alguns anos, em blocos menos tradicionais, o folião por criatividade e por conta do grande calor durante os desfiles de carnaval, começou a customizar as suas mortalhas, tornando-as muito mais curtas. E com o tempo os blocos de carnaval em Salvador começaram a reduzir os tamanhos das peças e as chamaram de abadás. Inspirada nestas peças, lanço sempre abadás em nossas coleções de moda. Eles se adaptam facilmente ao dia a dia em centros urbanos. Olha os modelos da coleção “Eu só vim aqui porque fui chamado”,  inspirados nos cortejos do boi bumbá do Maranhão: Hoje este modelo é um modelo de referência para todos os amantes da moda afro-brasileiras. Influências do oriente como estas, são moda étnica, que se mantém viva independente de tendências. Elas são atemporais e sempre estarão desfilando pelas ruas das cidades. Por tanto mulheres e homens, usem e abusem de túnicas, caftans ou abadás! Eles são do babado!


Figurino Leila Maria


Olá, mundo!

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